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O fortalecimento das relações comerciais e institucionais entre Brasil e China esteve no centro das discussões do Fórum Brasil–China, realizado na última sexta-feira (13) na Casa Firjan. O encontro reuniu autoridades, empresários, pesquisadores e representantes de instituições estratégicas para debater oportunidades de cooperação entre os dois países em áreas como inovação, comércio, agricultura e investimentos.
Entre os destaques da programação esteve o painel “Produção, Alimentos, Distribuição e Acesso a Mercados: O Papel do Cooperativismo nas Relações Brasil–China”, que abordou o potencial das cooperativas como agentes estratégicos na ampliação do comércio agroalimentar entre as duas nações.
O debate reuniu especialistas e representantes do setor produtivo, entre eles a participação da União de Associações e Cooperativas Usuárias do Pavilhão 30 (Unacoop), que apresentou a experiência do cooperativismo e do associativismo fluminense, no contexto nacional, na organização da produção e na inserção de pequenos agricultores em mercados internacionais.
Também participaram deste momento, Vinícius Farah, representando o governo estadual do Rio de Janeiro, Rogério Encarnação, da Agência Global de Abastecimento (AGA), Agnaldo Pinto da Silva, pela superintendência do MAPA-RJ, e Fang Bo, diretor-geral da Cosco Shopping.
Durante o painel, foi ressaltado que o cooperativismo desempenha papel fundamental na estruturação das cadeias produtivas do agronegócio, especialmente no segmento da agricultura familiar. Ao reunir produtores, fortalecer a gestão coletiva e ampliar a escala de produção, as cooperativas contribuem para aumentar a competitividade do setor e facilitar o acesso a novos mercados consumidores, incluindo o chinês, hoje o principal parceiro comercial do Brasil.
A participação da Unacoop destacou a importância da articulação entre cooperativas para ampliar a oferta de alimentos, garantir rastreabilidade e qualidade dos produtos e atender às exigências de mercados internacionais cada vez mais rigorosos. Segundo Margarete Teixeira, gerente-geral da Unacoop, a cooperação entre produtores, aliada à inovação e à organização coletiva, pode ampliar significativamente as oportunidades de exportação para a China, sobretudo em segmentos como alimentos, produtos agroindustriais e hortifrutis da agricultura familiar.
“A agricultura familiar no Rio de Janeiro sofre muitos desafios, mas consegue atender a política pública que, hoje, garante o escoamento da produção e a segurança alimentar do Estado e a segurança alimentar do país. Hoje a agricultura familiar é quem produz de maneira saudável o alimento que está na mesa da população brasileira” afirmou Margarete Teixeira.
De acordo com a gerente-geral da Unacoop, a produção fluminense é diversificada. “Temos café – principal produto da região Noroeste, além de laranja – destaque na região Litorânea, abacaxi no Norte, na região Serrana, olerícolas, ponkan e banana, na região Metropolitana, juntamente com caqui, que inicia agora sua safra, e ainda produtos orgânicos e agroecológicos. Só não temos ainda a expertise da exportação. Antes, precisamos de ajuda da porteira para fora; ou seja, na caminhada até os containers”.
O painel também discutiu os desafios logísticos, sanitários e comerciais que ainda precisam ser superados para ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado chinês. Nesse contexto, foi enfatizada a necessidade de fortalecer políticas públicas, acordos institucionais e iniciativas de cooperação que facilitem o fluxo comercial entre os dois países.
Realizado ao longo de todo o dia, o Fórum Brasil–China se consolidou como um espaço de diálogo e construção de parcerias, aproximando setores produtivos, governos e instituições acadêmicas. A iniciativa buscou identificar caminhos para ampliar investimentos, promover inovação e fortalecer as relações econômicas entre os dois países, com destaque para o papel estratégico do agronegócio e das cooperativas nesse processo.
Para a Unacoop, a participação no evento reforça a importância do cooperativismo da agricultura familiar nas agendas internacionais e evidencia o potencial do setor para contribuir com a segurança alimentar global, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de renda e desenvolvimento para os produtores brasileiros.
Por Larissa Machado
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