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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário no Rio de Janeiro (SFDA-RJ), lançou, no dia 20 de março, no Rio de Janeiro, o “Sistemas Agroflorestais Biodiversos para a Transição Agroecológica e a Segurança Alimentar”, primeiro projeto contemplado do estado fluminense. A iniciativa integra o programa federal Da Terra à Mesa e tem como objetivo fortalecer a produção sustentável e ampliar a oferta de alimentos saudáveis no estado.
209 famílias beneficiadas
Em parceria com a União de Associações e Cooperativas Usuárias do Pavilhão 30 (Unacoop), e com total apoio da SFDA-RJ, a execução da ação ficará a cargo da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO-RJ), que será responsável por desenvolver as atividades junto ao público beneficiário. A proposta prevê o atendimento a 209 famílias participantes dos núcleos atendidos pela ABIO, sendo algumas associadas à Unacoop. Serão realizadas reuniões em cada núcleo, levando conhecimento sobre a implantação do sistema a todas as famílias contempladas.
Em sua fala, Margarete Teixeira, gerente-gerente geral da Unacoop, fez um breve resgate histórico sobre a fundação da entidade, onde a ABIO foi uma das fundadoras em 1992, chegando a fazer parte de sua primeira diretoria. “Naquela época, a ABIO já iniciava o processo de conscientização sobre a importância desta produção e da qualidade de vida que iríamos ter produzindo sem insumos químicos. Todos achávamos sua ideia utópica e que não conseguiriam”.
A representante da Unacoop completou reforçando que “Cristina de Brito Ribeiro, Maria Fernanda e outros, conseguiram este feito. No passado, clientes reclamavam do alto preço dos produtos orgânicos, mas hoje, fazem questão de adquirir produtos de melhor qualidade para a saúde”.
Para Margarete, a produção agroecológica, sustentável e de qualidade garante renda aos agricultores, mas, principalmente, a segurança alimentar de toda a população. “Agora, precisamos ampliar esse projeto e apoiar mais agricultores em novos projetos futuros”.
De encontro a este anseio, na ocasião, o deputado federal Lindbergh Farias anunciou que vai destinar R$ 1 milhão, via emenda parlamentar, para fomentar esta ação e atender mais agricultores.
“O projeto de sistemas agroflorestais biodiversos no estado do Rio de Janeiro representa um passo estratégico para fortalecer a transição agroecológica e garantir a segurança alimentar. Além disso, valoriza a agricultura familiar, gera renda no campo e estimula práticas mais resilientes às mudanças climáticas. Trata-se de uma ação estruturante que conecta sustentabilidade, produção de alimentos saudáveis e desenvolvimento territorial de forma equilibrada e duradoura”, reforçou a gerente-geral da Unacoop.
A estrutura do projeto
A estrutura do projeto está organizada em sete núcleos territoriais distribuídos por diferentes regiões fluminenses, entre elas Serra, Região Metropolitana, entorno da BR-040, Serramar, Baía da Ilha Grande e Médio Paraíba do Sul. A execução envolve parcerias com organizações locais, movimentos sociais e instituições de pesquisa e ensino.
As ações incluem a implantação coletiva dos sistemas produtivos, frequentemente por meio de mutirões, além do desenvolvimento de práticas relacionadas ao manejo do solo e da água, implantação de quintais agroecológicos e uso adequado de máquinas e equipamentos.
Metodologia
A metodologia adotada baseia-se na Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) com enfoque agroecológico, utilizando abordagens participativas como o intercâmbio de experiências entre agricultores e o diálogo de saberes. Nesse contexto, os técnicos atuam como facilitadores, respeitando as especificidades de cada unidade produtiva.
Metas
Entre as metas previstas estão a elaboração de planos produtivos, a implementação e monitoramento dos sistemas agroflorestais, a realização de intercâmbios, a formação de redes colaborativas e a capacitação de agentes de transição agroecológica. O projeto também contempla ações formativas sobre políticas públicas, incluindo atividades relacionadas ao Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).
Presentes
O evento foi prestigiado por produtores, associações e cooperativas fluminenses, incluindo também comunidades quilombolas de Campos de Goytacazes e de Carapebus, além de representantes da EMATER-RIO, INCRA, CEASP (São Pedro da Aldeia), Sociedade Nacional de Agricultura (SNA),
Destaque para a participação de Patrícia Apolinário – Superintendente Nacional (Superintendência Federal Do Desenvolvimento Agrário Nacional).
O Ministro de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no Brasil, Paulo Teixeira, e o secretário de Agricultura Familiar e agroecologia do MDA, Wanderley Zigler, participaram virtualmente.
Por Larissa Machado
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