Comunidade de São José retoma organização com apoio de secretarias e UNACOOP

A Comunidade Rural de São José, em Paracambi, foi palco, no último dia 18 de abril, de uma ação voltada à reorganização e fortalecimento da Associação de Moradores local. A iniciativa contou com o apoio da UNACOOP e reuniu moradores, lideranças comunitárias e representantes do poder público em torno da retomada institucional da entidade, considerada estratégica para o desenvolvimento rural da região.

Durante a atividade, a gerente geral da UNACOOP, Margarete Teixeira, resgatou o histórico de apoio iniciado em 2010, quando foi conduzido um amplo trabalho de regularização documental das associações rurais do município, incluindo a reestruturação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). Segundo ela, a Associação de São José chegou a avançar nesse processo, com eleição formalizada em 2013 e atualização de documentos, além de desempenhar papel ativo em iniciativas de turismo rural e produção local.

Com a saída da UNACOOP de Paracambi naquele período, no entanto, a regularização não foi concluída, e a associação perdeu continuidade administrativa. Ao longo dos anos, novas cooperativas surgiram na região, entre elas a cooperativa de agricultura familiar atualmente em funcionamento, mas ainda enfrentando desafios de formalização. Diante desse cenário, a entidade foi novamente acionada para apoiar a reorganização do grupo local.

A ação recente também abordou a regularização de pendências fiscais acumuladas desde 2013, que colocaram a associação em situação irregular. Com articulação da UNACOOP, foi possível renegociar a dívida com descontos e parcelamento, além de mobilizar os próprios moradores para dividir os custos. Paralelamente, a comunidade vem participando de reuniões com diferentes secretarias municipais, discutindo a reativação formal da entidade e a implantação de um espaço voltado ao turismo rural e à produção comunitária.

Como encaminhamento, foi iniciado um processo de mobilização para ouvir os moradores sobre a reativação da associação, etapa fundamental para a convocação de novas eleições e retomada das atividades formais. A proposta é fortalecer a organização local e ampliar o acesso a políticas públicas, especialmente aquelas voltadas à agricultura familiar.

Para Margarete Teixeira, preservar a trajetória da associação, fundada em 2011, é essencial para garantir acesso a projetos e investimentos. Ela destacou ainda a importância da agricultura familiar na preservação ambiental da região e defendeu a atuação complementar entre associações e cooperativas, reforçando a necessidade de maior participação da sociedade civil nos espaços de decisão do município.

 

Por Larissa Machado

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