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O Simpósio de Agricultura Regenerativa 2026, realizado nos dias 26 e 27 de agosto, no Clube de Engenharia, foi a culminância de um trabalho que começou meses antes com a Turnê Científica da Agricultura/Agronomia Regenerativa, que percorreu quatro importantes instituições de ensino e pesquisa do Estado do Rio de Janeiro: IFRJ de Pinheiral, UFRRJ, UFF e UENF.
Mais do que realizar um evento, a proposta da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ) foi criar um espaço de convergência entre ensino, pesquisa, extensão rural, profissionais e setor produtivo, para discutir os desafios atuais da agricultura e buscar caminhos baseados na ciência agronômica brasileira.
O Simpósio reuniu estudantes, professores, pesquisadores, extensionistas, profissionais e representantes de diversas instituições em torno de temas como saúde do solo, água, biodiversidade, bioinsumos, pecuária e sistemas produtivos regenerativos, mostrando que existe no nosso Estado conhecimento e capacidade para avançarmos.
José Leonel Rocha Lima, agrônomo, extensionista rural da Emater-RJ e membro da AEARJ, considera considero que o principal resultado não foi apenas o que aconteceu nesses dois dias. “Foi a mobilização que conseguimos iniciar.”
A AEARJ está propondo a construção de uma Rede Institucional Permanente da Agricultura Regenerativa do Estado do Rio de Janeiro, aproveitando instituições, grupos de estudos, experiências e competências que já existem. A intenção é aproximar essas capacidades, identificar demandas dos territórios, transformar boas ideias em projetos e buscar os recursos necessários para colocá-los em prática.
“Estamos propondo começar agora um Plano de Atividades Anual – PAA, de agosto de 2026 a agosto de 2027, inserido em um horizonte de quatro anos, utilizando também os grandes marcos da Engenharia, Agronomia e Geociências para avaliar resultados, renovar compromissos e planejar os próximos passos. Para mim, esse é o verdadeiro significado do Simpósio: não encerrar uma jornada, mas iniciar uma construção”, ressaltou Leonel.
O extensionista da Emater-RJ enfatizou que a turnê mobilizou e o Simpósio reuniu. “Agora precisamos transformar essa convergência em ação permanente para valorizar a Agronomia, fortalecer os profissionais e contribuir para o reposicionamento da agricultura fluminense. Foi um trabalho coletivo, realizado com muita dedicação, e fico muito feliz em poder compartilhar esse momento com a UNACOOP.”
Unacoop destaca importância da agricultura regenerativa
O presidente da União de Associações e Cooperativas de Usuários do Pavilhão 30 (Unacoop), Jocimar de Oliveira Pacheco, destacou a importância da participação da entidade em evento sobre agricultura regenerativa.
“Foi muito importante a presença da Unacoop nesse dia, por ser uma oportunidade de aprendermos mais sobre agricultura regenerativa e temas como saúde do solo, biodiversidade, bioinsumos, pecuária e sistemas produtivos regenerativos”, afirmou o presidente da entidade.
Segundo Jocimar, o encontro também demonstrou o potencial de desenvolvimento da agricultura regenerativa no estado do Rio de Janeiro. Ele ressaltou ainda a expectativa de um trabalho coletivo, previsto para o próximo ano, voltado ao fortalecimento da iniciativa. “Fico feliz de poder compartilhar esse momento, representando a agricultura familiar fluminense”, concluiu.
Por Larissa Machado
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