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O programa “Da Terra à Mesa” é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), focada em fortalecer a agricultura familiar, promover a agroecologia e conectar produtores rurais ao consumidor final. No estado do Rio de Janeiro, a ação será desenvolvida pela Associação de Agricultores Biológicos (ABIO-RJ), que realizou, na última segunda-feira (09), uma reunião de alinhamento com o MDA e a União de Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais Usuários do Pavilhão 30 (Unacoop) para tratar sobre o lançamento do programa no Rio de Janeiro, previsto para março deste ano.
Sobre o Programa
A iniciativa é voltada à implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) biodiversos e busca fortalecer a transição agroecológica e a segurança alimentar na região Sudeste, com foco especial no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa parte do entendimento da agroecologia como paradigma da agricultura sustentável, integrando dimensões produtivas, econômicas, sociais e ambientais, além de incorporar o enfrentamento às mudanças climáticas como eixo estratégico.
Beneficiários
A proposta prevê atender 209 entidades ligadas a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, remanescentes de quilombos, populações atingidas por barragens e extrativistas. Entre os critérios estão o interesse em experimentar SAFs, além da disposição para compartilhar conhecimentos ou intenção de atuação na produção orgânica ou em transição agroecológica, considerando ainda aspectos de gênero e geração.
Estrutura
A estrutura do programa está organizada em sete núcleos territoriais, que abrangem regiões como Serra Fluminense, Região Metropolitana, BR-040, Serramar, Baía da Ilha Grande e Médio Paraíba do Sul. As ações contam com parcerias de grupos da ABIO, cooperativas, associações locais, movimentos sociais e instituições como Embrapa Agrobiologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Pesagro-Rio.
Sistemas Agroflorestais biodiversos
Os Sistemas Agroflorestais biodiversos são o tema central da iniciativa, entendidos como a expressão mais complexa da agroecologia, por reunir princípios produtivos, ecológicos e sociais. A implantação coletiva, por meio de mutirões, e o fortalecimento de dinâmicas participativas são elementos-chave. Temas transversais como manejo do solo e da água, quintais produtivos agroecológicos e uso de máquinas e equipamentos apropriados também integram o escopo.
Metodologia
A metodologia adotada baseia-se na Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) agroecológica com métodos participativos, abordagem camponês a camponês, diálogo de saberes e atuação dos técnicos como facilitadores de processos coletivos, sem perder a perspectiva da individualidade de cada unidade produtiva.
Metas
Entre as metas estão a elaboração de planos produtivos, a implantação e o acompanhamento dos SAFs, a realização de intercâmbios entre agricultores, a formação de redes e a capacitação de agentes de transição agroecológica. O projeto inclui ainda ações voltadas à apresentação e capacitação em políticas públicas, como oficinas relacionadas ao Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).
Plano de comunicação
O plano de comunicação prevê desde a elaboração de um manual e ações de pré-lançamento até o registro contínuo das atividades, produção de boletins informativos, videoaulas, depoimentos e materiais audiovisuais sobre planejamento, implantação e manutenção dos SAFs. O objetivo é ampliar a visibilidade da agricultura biodiversa de base agroecológica, estimular reflexões na sociedade, divulgar resultados e fortalecer as trocas de experiências ao longo de toda a execução da proposta.
Fotos: Maycon Santos (MDA-RJ)
Por Larissa Machado
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